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CASA DA CULTURA DE PARATY
 
Os arquivos existentes foram abandonados, inclusive os do cartório do 1º Ofício de Paraty. Hoje, partes destes documentos encontram-se no acervo pertencente ao IHAP (Instituto Histórico e Artístico de Paraty) e na Câmara Municipal.
 
Na porta da Casa da Cultura ainda resta uma parte da cartela (a outra parte está sob cuidados do IPHAN em Paraty), com datas, que sugerem a fundação e reformas do prédio. 1754 é a primeira data da cartela e provavelmente a data de fundação do prédio.

Segundo estudos feitos em 1979 pela Divisão do Patrimônio Histórico e Artístico, a primeira parte do prédio como o conhecemos, a ser edificado, teria sido a da esquina, com duas portas para a Rua D. Geralda ou do Mercado, e provavelmente 3 portas para a rua Dr. Samuel Costa ou do Rosário.
 
Dado ao número de portas no local teria havido originalmente um armazém.

Mesmo que nada se possa adiantar quanto a origem e objetivo da edificação, com certeza podemos situá-la entre as mais representativas do século XVIII.

1791 é a segunda data da cartela e presumimos corresponder a uma 1ª construção, reedificação ou reforma.
 
Sem nenhuma outra informação objetiva estabelecemos, por hipótese, ser a data de construção do sobrado propriamente dito, sem os acréscimos de construção dos anos de 1860 e 1874.
Em 1833 os maçons fundaram em Paraty a Loja União e Beleza. Entre os fundadores encontrava-se o médico vacinador José Joaquim Pereira de Souza. Membros da família Souza estiveram comprovadamente ligados ao sobrado e a influência de caracteres maçons no sobrado é acentuada.

No entanto a maçonaria já existia no Brasil, antes desta data e inclusive no século XVIII.O antigo morador de Paraty Manoel Torres declarou que moraram no sobrado os irmãos Manoel José de Souza, também conhecido como coronel Manduca e Antônio José Epiphanio de Souza.
 
Segundo depoimento do primeiro presidente do PAC, Aloísio de Castro, no sobrado havia um grande fogão com chapa de seis bocas. Consta em documentos que Epiphanio tinha uma padaria, podendo portanto, ter funcionado no sobrado de 1858 a 1880 uma padaria.

Segundo uma procuração lavrada na residência de um dos sócios da fábrica de tecidos Santa Thereza - autorizando um negociante do Rio de Janeiro a representar a firma - uma das sócias da firma era Dona Thereza de Jesus e Souza, esposa do coronel Manduca.

1860 é a 3ª data da Cartela e ao que tudo indica a data de uma 2ª construção, reedificação ou reforma correspondente a um acréscimo feito nos fundos do sobrado.
 
Ainda segundo o senhor Manoel Torres, entre os anos 1890 e 1892, no sobrado funcionou uma escola.

Ainda em 1890 o sobrado e uma pequena casa situada nos fundos foram vendidas pela família Souza para o Doutor João Cândido Rodrigues de Andrade. Entre 1906 e 1912, funcionou no sobrado a Escola Mista.

Depois dessa data há registros de ter funcionado no sobrado o 3º cartório eleitoral e em 1920, a instalação da Escola Reunida de Paraty. Um dos mais recentes donos do imóvel foi o senhor Antônio Ferreira França.
 
Segundos dados fornecidos pelo cartório do 1º Ofício de Paraty o prédio foi comprado em 1929 pelo senhor Gustavo Leuzinger Masset.

Em 1937 a senhora Mabel Hime Masset, viúva do senhor Gustavo, recebe o sobrado como herança. Por informação oral sabemos que no sobrado funcionou até o ano de 1939, a escola da professora Ernestina.

Em 1943 instalou-se o Paratyense Atlético Clube – PAC. Por concessão do PAC, em 1958 instalou-se no sobrado, em dois cômodos de esquina, a sociedade musical Santa Cecília.
 
Em 1963 a Prefeitura Municipal desapropriou o imóvel, alegando motivos de utilidade pública ao funcionamento do PAC. A proprietária foi indenizada. O anexo de um único pavimento construído nos fundos do sobrado pelo PAC, ficou incorporado ao imóvel.Após a desapropriação, o sobrado foi doado ao PAC.

Em 1973 a prefeitura dissolve e desliga-se do PAC. Em 1977, ainda sob cuidados do PAC, houve concessão de um cômodo para o senhor José Avladnil de Aquino, para instalação do atelier "Oficina de Arte".
A 4ª e última data da cartela indica provavelmente que uma reedificação ou acréscimo de construção foram feitas em 1978 ainda pelo PAC.

Nesta mesma data a Divisão do Patrimônio Histórico e Artístico, iniciou levantamento de dados, pesquisa histórica e arquitetônica do sobrado, com vista à execução de um projeto de restauração. O prédio nesta época já encontrava-se em estado precário.
 
Localização
Rua D. Geralda, s/n°
Visitação
Casa da Cultura Diariamente, das 9h às 12h e das 13h às 22h
 
 
 
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