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Figuras folclóricas
 
A Miota
É uma grande boneca, feita com armação de bambu, que depois é recoberta com blusa e saia grande e rodada. Sua cabeça é feita de tecido e fixada em um logo e fino pescoço.
O brincante entra por debaixo da armação e passa a andar, movimentando-a e brincando com o povo. Esta figura tem sua origem nos gigantões da região do Minho, em Portugal, que aparecem em festas, como a do Santoinho, na cidade de Viana do Castelo, e em desfile de carnaval. Diz o povo de Paraty que a Minhota tem o pescoço grande para olhar dentro das casas e contar o que viu.
Sobre esta interessante figura informa Luiz da Câmara Cascudo: Estafermo que aparece nas festas do Divino Espírito Santo em S. Luis de Paraitinga, S. Paulo, divertindo as crianças.
A Miota é representada por uma mulher alta e magra, vestida com fazenda matim. É feita engenhosamente com uma série de carretéis enfiados num cordel, de tal forma que a pessoa que vai dentro da armação, puxando as cordinhas colocadas, faz a miota ter movimentos de títere, mexendo seus braços esguios, balançando desordenadamente a cabeça de megera” Paulo, 1957). Falta acrescentar que a Miota se orgulha de ter um pescoço maior que o próprio corpo.
 
O Boi de Pano
Por baixo desta armação vai uma pessoa que imita os trejeitos do animal, investindo contra o povo, ameaçando chifrá-lo e o fazendo correr.
O boi é sempre acompanhado por um homem vestido de cavaleiro, chamado de “capinha”, que é seu proprietário e quem, ao final da brincadeira, vai repartir, em versos as partes do boi entre os presentes.
O boi apresenta-se, atualmente, muito pobre, vestido de chitão e sem adornos, mas acredita-se que, nos séculos XVIII e XIX, tempos de riqueza e prosperidade deste burgo, o boi fosse uma figura mais rica, vestida de veludo e seda, adornados de lantejoulas, franjas douradas e fitas coloridas, como ainda o é em algumas cidades do nordeste do país.
O boi sempre foi considerado um dos melhores amigos do homem, pois, dele tudo se aproveita. Desde os tempos mais primitivos o boi sempre foi reverenciado e cultuado como animal sagrado e até mesmo deus, como é o caso de Ápis, no Egito. Por estas razões o boi está sempre presente nas festas, adornado e enfeitado, mesmo que, em razão da mesma festa, seja até sacrificado. Na festa do Divino Espírito Santo, em especial, se justifica a presença do boi.
 Faz parte desta festa a distribuição de carne fresca aos pobres assim como a distribuição de almoço. Em Tomar, Portugal, os bois que serão mortos para a festa desfilam pelas ruas enfeitados com fitas coloridas, antes de serem sacrificados. Pode ser também que a presença do boi e seu acompanhante sejam uma pantomima irreverente das touradas ibéricas.
Cavalinho de Pano

É uma armação de bambu, em formato de um cavalo pequeno. Esta armação é recoberta com papel machê ou tecido sobre o dorso e à sua volta fixa-se um tecido, como uma saia. Tem o centro desta armação uma abertura, por onde possa entrar uma pessoa.
Nas laterais desta abertura prendem-se duas pernas de calça, cheias de capim, onde são colocadas as botas e esporas.
O brincante, vestindo paletó, camisa xadrez, lenço vermelho e chapéu, entra na armação até a altura da cintura, de modo que suas pernas fiquem escondidas sob a saia do cavalinho e que as pernas postas sobre a armação, pareçam ser suas próprias pernas. Assim, cavaleiro sobre o cavalo, ele dirige o boi em suas brincadeiras, evitando que ele ataque ou machuque o povo.
 Tudo isto acontece ao som do bater da caixa, que o povo acompanha com o seguinte refrão -É o boi! É o boi! É o boi. É o boi, é o boi!
Da presença do cavalinho e do capinha pode-se dizer que nada é mais normal que onde haja um boi, exista um cavalo,seu cavaleiro e o "patrão" deles. O cavalo foi sempre amigo do homem que dele usou e usa em suas lides no campo, nas caminhadas de longa distância, nas guerras e batalhas. Nos torneios medievais várias eram as competições à cavalo. E não se deve esquecer a presença da cavalhada nesta festa, com seu torneio, no "jogo das argolinhas".
O Peneirinha
É uma figura carnavalesca, agregada à festa do Divino muito recentemente, há cerca de 20 anos.
  É uma figura carnavalesca, agregada à festa do Divino muito recentemente, há cerca de 20 anos. É assim: coloca-se uma grande peneira na cabeça de uma pessoa e a cobre com um tecido branco, que deve ser preso à cintura. O brincante deverá estar vestido de calça, vestida com a frente para trás do corpo.
À altura da cintura prende-se um cabo de vassoura e veste-se nele um paletó, também com o abotoado para trás.
A figura fica com a aparência de um duende, pois tem uma imensa cabeça sobre um corpo de anão. Diz-se que esta fantasia era a preferida pelos homens casados, comprometidos ou autoridades, que não queriam e não podiam ser reconhecidos ao brincar o carnaval..
 
 
 
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